Gastronomia por Roberta Sudbrack
26/12/2007 ..
Espírito natalino...
Natal se foi, mas vale lembrar que ainda é dezembro, por isso, cuidado! Comi mais nesses dois dias do que no ano inteirinho! O pior é que quando você começa nesse ritmo mais techno é difícil mudar para o jazz!
No sábado, voltando do restaurante depois de entregar as encomendas de natal, vi uma das cenas mais cativantes da temporada. Entrei na rua José Linhares, mais conhecida como a rua do Bracarense! O “Braca” para os mais íntimos. O “Braca” é um dos botequins mais adorados do Rio. Seja noite ou dia, faça chuva ou faça sol, assim que você coloca o nariz na José Linhares, já avista a multidão.
Dessa vez avistei uma multidão de chapéus vermelhinhos. Quase todos estavam usando um chapéu de papai Noel! Cena de cinema, coisa que só carioca faz com naturalidade. Fiquei emocionada, os olhos encheram d´água, literalmente. Não fosse a buzinada que tomei nos ouvidos, porque acabei perdendo o tempo do sinal, certamente teria descido, vestido um chapéu e tomado um garotinho na pressão!
Mas pressão no Rio, só tem duas, a do chope e a de acelerar o carro assim que o sinal abrir. Nem um segundo a mais! Um dia um amigo me perguntou qual seria a melhor definição para milésimo de segundo. Antes que eu tentasse responder, ele, buzinou! Viu? Não existe melhor definição do que essa, e só no Rio, se tem essa exata dimensão do que vem a ser 1 milésimo de segundo! Nem na Fórmula 1 ela é tão precisa!
Apesar disso, nem esse milésimo de impaciência alheia foi capaz de me fazer perder a poesia daquele momento. O bar, a maior e mais respeitada instituição carioca, sempre repleta de alegria, naquele momento, repleta de fantasia, e de um espírito que certamente deve ser o natalino!
Até!
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